O líder do Partido Progressista Brasileiro, senador Leomar Quintanilha (TO), disse que o Congresso votou o que foi possível nesta sessão legislativa e só não conseguiu avançar mais porque algumas reformas mais importantes, como a da Previdência, encontraram resistência das pessoas que entendem que seus direitos estão sendo feridos.
Referindo-se ao elevado déficit previdenciário, o senador defendeu a idéia de o governo continuar buscando, no próximo ano, um modelo moderno para a Previdência que seja compatível com os avanços tecnológicos alcançados e com a elevação da expectativa de vida.
Entre as matérias aprovadas, Quintanilha destacou o Plano Plurianual, que considera "ousado e capaz de conduzir ao crescimento econômico". Disse também que o plano pode cobrir as carências nas áreas de transporte, fornecimento de energia, comunicações e possibilitar a verdadeira integração entre as regiões produtivas. De acordo com Quintanilha, em Tocantins, os efeitos do PPA já estão sendo sentidos pela população, uma vez que o estado está mais integrado aos grandes centros.
Em sua opinião, a expectativa da população, nesta convocação extraodinária do Congresso e para o próximo ano, recai sobre a aprovação das reformas tributária e política. Para ele, os tributos cobrados no país são incompatíveis com a situação de estabilidade econômica e as mudanças são necessárias para a abertura de espaço ao empresariado nacional.
- O PPB firmou sua posição de apoio ao presidente Fernando Henrique em 1999 e para o futuro continuará insistindo na proposta de o governo desenvolver mecanismos que facilitem a vida dos microempresários e dos demais setores produtivos através de medidas como a queda das taxas de juros - explicou.
Quintanilha disse no entanto não acreditar que a reforma tributária seja realizada por inteiro. "Nenhuma dessas grandes reformas são feitas de forma brusca e devemos considerar o fato de as instituições públicas temerem perder receita em razão dos compromissos assumidos anteriormente".
Essa é também a visão do senador em relação à reforma política que considera uma das mais importantes, por coordenar as demais reformas. "Temos uma elite política perversa que não quer sair do individualismo para defender programas para a população como um todo", avaliou. Leomar Quintanilha defende a instituição de partidos políticos fortes que "possam preservar a governabilidade" e a coincidência das eleições, que seriam realizadas apenas de quatro em quatro anos para todos os cargos públicos.
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