A frustração na expectativa de que a balança comercial fecharia o ano em superávit levou o senador Mauro Miranda (PMDB-GO) a propor que o governo crie imediatamente um grupo de discussão para sugerir um conjunto de medidas que fortaleça o Brasil nas suas relações comerciais com o exterior. Para ele, somente assim o país poderá criar uma cultura exportadora capaz de reverter o déficit de US$ 2 bilhões verificado este ano nas trocas internacionais.
- O governo não divulga, não orienta, não apoia, não ensina como exportar e ainda complica a burocracia. Temos de reeducar a mentalidade empresarial do país para enfrentar o mundo globalizado. Acho indispensável promover a integração dos diversos setores oficiais ligados ao comércio exterior sob um comando único - afirmou o senador.
Mauro sugeriu que no grupo de estudos por ele proposto estejam presentes notáveis, como o ex-ministro Roberto Campos e o embaixador do Brasil na Itália, Paulo de Tarso Flecha de Lima, além de representantes de universidades, trabalhadores, exportadores, diplomatas, ministérios envolvidos e sociedade civil.
O senador também propõe que seja criada uma "marca Brasil", não apenas para melhorar o marketing dos produtos brasileiros, mas como forma de atestar a sua qualidade. Ele considera fundamental a implantação da figura do "operador de exportações" para dar apoio aos micro-empresários.
- Pelo menos dois ministros, o da Agricultura (Pratini de Morais) e do Desenvolvimento (Alcides Tápias), estão mostrando posições firmes e idéias claras de que é necessário mudar o que foi feito até agora e estabelecer novas políticas de acesso de nossos produtos no mercado internacional - declarou Mauro, que lamentou que seu estado, Goiás, cuja economia é atrelada ao setor agrícola, venha sendo prejudicado pela "timidez" demonstrada pelo país nas exportações.
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