Contra o que chamou de "grave equívoco" do Ministério da Educação, que pretende extinguir o Programa Especial de Treinamento (PET), da Fundação Capes, o senador Paulo Hartung (PPS-ES) defendeu a manutenção do programa, cobrou relatórios das atividades dos 314 grupos PET nos anos de 97 e 98 e contestou a alegação de que o programa é elitista e atinge poucos estudantes.
- Ao contrário, o programa, ao formar grupos, permite uma atuação coletiva, incentiva a interdisciplinaridade e só não é mais democrático porque não foi ampliado o suficiente ¿ argumentou.
Para o senador, os vinte anos de vigência do PET demonstram que o objetivo de desenvolver e integrar as áreas de ensino, pesquisa e extensão foi atingido, promovendo uma formação intelectual mais abrangente e maior intercâmbio de conhecimento. Já a avaliação do Programa Graduação "Sanduíche", também gerido pela Capes e que possibilita cursos no exterior, não seria tão positiva, na opinião de Hartung.
Segundo disse, as "bolsas sanduíche", criadas no atual governo, têm beneficiado exatos 240 universitários das áreas de Engenharia e Agronomia que, ao custo de R$ 6 milhões ao ano - equivalente a seis vezes as despesas com o PET -, são mantidos durante um ano em cursos e estágios no exterior. A justificativa do Ministério, afirmou, é a de que, ao retornarem ao país, os bolsistas teriam "condições de modificar o currículo de suas universidades e possibilitar que diplomas estrangeiros sejam reconhecidos no Brasil".
Além dos relatórios de avaliação das atividades dos 314 grupos do PET nos anos 97 e 98, Hartung também solicitou ao Ministério da Educação uma avaliação do Programa Graduação Sanduíche. Ele referiu-se ainda à importância de audiência pública sobre o PET, a ser realizada em março de 2000 na Comissão de Educação, conforme requerimento aprovado, de iniciativa da senadora Emília Fernandes (PDT-RS).
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