Depois de examinar o relatório da Comissão Mista Especial para a Erradicação da Pobreza, o senador Paulo Hartung (PPS-ES) apontou, como saídas para a pobreza, a reforma agrária, o fortalecimento da agricultura familiar, o microcrédito, a autogestão, a atenção integral à criança e ao adolescente, os programas de renda mínima quando associados à capacitação profissional e à escolarização de jovens e adultos.
Segundo Hartung, não há razões de ordem econômica que justifiquem mais os níveis de pobreza que encontramos no Brasil. "Nem a falta de recursos públicos serve de justificativa. O país é capaz de produzir todos os bens necessários ao consumo e aos investimentos internos. É dotado de empresas competentes, de qualidade e com forte presença competitiva nos mercados internacionais. Também é um país que já gasta na área social um montante de recursos compatível com a erradicação da pobreza", disse.
Hartung lembrou que, de acordo com o relatório da comissão, o êxito das políticas públicas de combate à pobreza depende da plena integração de todos os níveis de governo, com ênfase especial nos governos locais. "Ao mesmo tempo, o relatório cita a descentralização como uma das condições indispensáveis para o sucesso de inclusão social".
O senador pelo Espírito Santo também enfatizou a necessidade de integrar, aos esquemas de execução e de controle, as entidades da sociedade civil que tiverem tradição e idoneidade e que sejam expressão legítima da organização voluntária da sociedade.
Ao concluir seu pronunciamento, Hartung destacou que, nessa virada de século, entre tantos desafios que se apresentam para a sociedade brasileira, nos campos econômico e social, está o de interromper a "cadeia de reprodução da pobreza", promovendo a inserção social e a igualdade de oportunidade para todos.
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