Os empréstimos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a empresas multinacionais para que comprem estatais brasileiras através do programa de privatização, foram criticados pelo senador Ernandes Amorim (PPB-RO). Para o senador, o custo dessa política para o Brasil tem sido o desemprego de técnicos qualificados e o aumento da dívida externa.
Amorim lembrou que a idéia da privatização foi vendida com o argumento de que traria investimentos externos, o que, segundo ele, era necessário, pois o Brasil não tinha poupança interna, e precisava de dólares para assegurar a estabilidade do real até a adoção das reformas que modificariam a estrutura da economia brasileira.
- Colocamos o patrimônio nacional à venda, mas estamos precisando emprestar dinheiro às empresas multinacionais e tomar esse dinheiro emprestado no exterior, em dólar. Esses dólares ficam disponíveis nas reservas cambiais do Brasil, e são usados pela própria empresa beneficiada para enviar seus lucros à matriz, lá fora - explicou o senador.
Amorim alertou para o fato de que será preciso pagar esses dólares captados no exterior e, para isso, novos empréstimo serão feitos pelo Brasil, "subordinando nossa economia às regras de desemprego e recessão do FMI". Para ele, "continuar com essa atitude, é cavar a sepultura do Brasil". Na opinião do senador, nada justifica tomar dólares emprestados para emprestar a empresas estrangeiras que vão comprar empresas nacionais.
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