O desenvolvimento pelo Ministério da Educação de programas como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o Provão foi elogiado nesta quarta-feira (dia 15) pelo senador Roberto Freire (PPS-PE). Em discurso da tribuna, o senador comentou particularmente os resultados das últimas provas do Enem, que reuniram 315 mil estudantes e permitiram avaliar o grau de instrução dos alunos das redes pública e particular.
- O Enem e outros programas são vitais para compreendermos um pouco mais o nosso país e a nossa sociedade - disse o senador.
Segundo Roberto Freire, os dados divulgados pela imprensa dão conta de que as notas médias foram 5 em redação e 5,2 em conhecimentos gerais - baixas na opinião dele para um país que almeja competir no mundo desenvolvido. Mas o que mais chamou atenção do senador é que os alunos das escolas públicas tiraram, em média, nota 4,5, contra 5,7 dos estudantes das escolas particulares.
- Para quem sempre imaginou o ensino público como uma estrutura totalmente sucateada e sem perspectivas históricas para atender às demandas por educação, os números são alentadores - afirmou Freire.
De acordo com o senador, a pequena diferença entre as notas médias obtidas nos dois segmentos mostra que o ensino público ainda tem "musculatura" suficiente para ser retomado com vigor. Mas essa retomada exigiria decisão do Estado e forte mobilização popular, inclusive da classe média, que estaria arcando com custos elevados para a manutenção de seus filhos em estabelecimentos privados na suposição de que estes garantiriam o acesso à universidade.
- Reafirmo aqui da tribuna que uma das causas do baixo nível na prestação de alguns serviços como educação e saúde deve-se ao alheamento político, diria elitista, dessa parte da nossa população com rendas um pouco mais elevadas que a da grande maioria do povo brasileiro - disse o senador.
A análise dos resultados obtidos pelo Enem derrubam alguns mitos, conforme Freire. Um deles é o de que só ingressam no terceiro graus os alunos de escolas particulares. Dos cinco alunos do Enem que tiraram nota máxima nas provas de conhecimentos específicos, três eram de escolas públicas de São Paulo. Para o senador, a renda é o fator preponderante no acesso à universidade.
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