Ao comentar o relatório anual do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), divulgado na segunda-feira (dia 13), o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) sugeriu nesta terça-feira (dia 14) ao governo federal que faça uma autocrítica sobre as suas políticas públicas. Embora reconheça que existem pontos positivos em favor do Brasil, o senador disse que o jornal Correio Braziliense, em editorial, definiu com uma frase o que se pode concluir do relatório do Unicef: "É o retrato da desigualdade".
Álvaro Dias observou que são décadas de incompetência administrativa e corrupção, embora ressalvando que nem todos os governantes foram incompetentes, e lembrou que a época do ano é ideal para reflexões, autocrítica e questionamento das políticas públicas. Ele questionou a postura do atual governo diante de denúncias de corrupção contra ministros de estado, dizendo que "o governo assume a posição de conivência, omissão e irresponsabilidade".
O senador criticou as reformas propostas pelo governo Fernando Henrique alertando para o seu envelhecimento e para a responsabilidade do Congresso Nacional no processo. Dentre as reformas, destacou a tributária, "que continua empacada na Câmara dos Deputados", e defendeu a sua aprovação como instrumento adequado para a distribuição de renda e criação de empregos.
Álvaro Dias apontou ainda a falta de ações para reduzir o endividamento do país, o modelo adotado para a privatização de empresas estatais e o papel desempenhado pelo BNDES. Para o senador, as políticas públicas não se compatibilizam com as necessidades e os anseios da sociedade brasileira.
- Não se estabiliza a economia às custas dos sonhos e das esperanças do povo brasileiro. É preciso mudar a postura ética que desacredita, hoje, os governos - concluiu Álvaro Dias.
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