O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães, admitiu hoje (dia 7) a possibilidade de inclusão do imposto sobre grandes fortunas entre as medidas destinadas a enfrentar a crise econômica, se isto for necessário como parte de negociação para garantir o apoio da oposição ao restante das propostas. O senador não escondeu que tem dúvidas quanto ao acerto de impor, de imediato, uma taxação especial para os mais ricos, mas aceita a matéria como ponto de negociação. - Esse assunto deveria ser examinado mais adiante, porque em alguns países onde foi adotado não deu certo. Mas se for uma reivindicação das oposições, indispensável para a aprovação de todo o conjunto de reformas e do ajuste fiscal, teremos que negociar - afirmou. Antonio Carlos não confirmou o aumento da CPMF: "Ninguém tem certeza ainda, mas se for indispensável será feito". Quanto à possibilidade de o PFL ficar com o novo ministério que irá coordenar a produção nacional, disse que o partido tem várias opções de nomes para o cargo, mas negou que exista disputa pela posição. - O PFL não reivindica. O PFL é chamado a colaborar - sintetizou.
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