O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães, afirmou hoje (dia 6) que o Congresso precisa aprovar, até o final deste ano, pelo menos três medidas necessárias à contenção da crise econômica: o ajuste fiscal, a reforma da Previdência e os cortes no Orçamento. - Vamos iniciar a tramitação logo e começar a votar assim que acabar o segundo turno, para terminar até dezembro - disse. Antonio Carlos enfatizou que o aumento de impostos não é propósito do governo, mas poderá ser adotado. "Só na falta de outra alternativa para não deixar o país quebrar, porque é a pior solução", resumiu. Para o senador, o aumento da alíquota do CPMF poderá ser uma saída, por poupar mais as camadas pobres e não envolver a máquina administrativa na cobrança, mas ele não simpatizou com a idéia de tornar a contribuição permanente. Quanto à reforma da Previdência, o presidente do Senado lembrou que seu filho, o deputado Luís Eduardo, esforçou-se muito pela aprovação, prevendo a hipótese de se chegar a uma situação difícil como a que o país vive hoje. - Foi um erro o Congresso não ter votado a matéria. Faltou compreensão e espírito público - lamentou. Na opinião do presidente do Senado, caberá ao Congresso decidir sobre os cortes orçamentários dentro de um teto pedido pelo governo, e nenhuma região será poupada. Ele confirmou a necessidade de corte de subsídios e defendeu alterações no funcionamento de órgãos regionais como a Sudene, que considera "obsoletos e anacrônicos", assim como a aplicação da reforma administrativa, que, segundo ele, "não se resume a demitir funcionários, e sim adaptar a máquina de governo às necessidades do país".
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