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RELATÓRIO DA ONU SERVE DE ALERTA PARA PROBLEMAS REGIONAIS, DIZ JOÃO ROCHA

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Por: Agência Senado
Data de Publicação: 5 de outubro de 1998
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O relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) dando conta de melhorias no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) deve ser visto não só com otimismo pelos brasileiros, mas como um alerta para os problemas que ainda precisam ser resolvidos, afirmou o senador João Rocha (PFL-TO). - O Brasil de hoje é melhor que o de ontem, mas estamos longe de um Canadá, que tem o mais alto índice de qualidade de vida do mundo - disse o Senador. Para ele, medir "grandezas absolutas de qualidade de vida é simples, o difícil é medir o grau de adequação das políticas públicas para elevar o IDH de um povo". Entre as mudanças que ainda precisam ser feitas, de acordo com João Rocha, destaca-se a necessidade de desenvolvimento das regiões mais pobres do país. "Se entre 1960 e 1995, período coberto pelo relatório, o país tivesse promovido o real e profundo desenvolvimento das regiões Norte e Nordeste, o Brasil estaria disputando, palmo a palmo, os primeiros lugares com Canadá, Noruega, França ou EUA", afirmou. O mérito do relatório, para o senador, é o de colocar em discussão o que é desenvolvimento humano, porque não se limita a observar dados econômicos, "mas mede as potencialidades humanas, resumindo três fatores: educação, expectativa de vida e renda". A média desses fatores só colocou o Brasil entre as 64 melhores nações para se viver no mundo porque, de acordo com João Rocha, existem regiões com índices elevados de qualidade de vida, como o Rio Grande do Sul e o Distrito Federal. - É preciso não esquecer, entretanto, que no país existem estados como Piauí, Alagoas e Maranhão, onde miséria, ignorância e mortalidade precoce fazem desses estados símbolos de atraso e alerta para a consciência social - disse. O senador afirmou, ainda, que é necessário, além de se resolverem as disparidades regionais, que o país seja "solidário com as demais nações, particularmente com os vizinhos mais próximos do Mercosul", em virtude da globalização.

 

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