Ao refutar dúvidas manifestadas pelo recém-eleito governador Marconi Perillo sobre a honestidade do processo de federalização do Banco do Estado de Goiás, o senador Mauro Miranda (PMDB-GO) afirmou que a operação ocorreu em um "ato claro, juridicamente correto e tecnicamente perfeito, como sabe ou deveria saber", o futuro governante de Goiás. Segundo o senador, o governador Naphtali Alves de Souza agiu no sentido de preservar os empregos do quadro de servidores do banco e garantir os interesses dos depositantes, evitando que a instituição financeira fosse liquidada pelo Banco Central, quando optou pela federalização. Essa modalidade de transição administrativa de bancos estaduais em dificuldades, explicou Miranda, se dá por meio de medida provisória e é quase uma praxe no governo Fernando Henrique Cardoso, "que é do mesmo partido de Perillo". - Pois bem, o deputado e futuro governador lamentavelmente prefere fazer uso antecipado dos privilégios do cargo para impor versões discutíveis sobre as ações administrativas relacionadas com o Banco do Estado - disse Mauro Miranda. No entender do senador, Perillo está, na verdade, criando uma espécie de terrorismo contra os servidores do banco ao afirmar que o processo que o federalizou será revisto por causa de possíveis "rombos" causados ao caixa da instituição.
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