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GILVAN BORGES NÃO APOIARÁ CORTE DE INCENTIVOS PARA AMAZÔNIA

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Por: Agência Senado
Data de Publicação: 30 de outubro de 1998
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Mesmo reconhecendo que o Brasil necessita dos ajustes que o governo pretende fazer na economia, o senador Gilvam Borges (PMDB-AP) disse em discurso nesta sexta-feira (dia 30) que não concordará com nenhum corte ou limitação nos subsídios fiscais destinados à região amazônica e ao Nordeste do país. Ele manifestou sua preocupação com base em matéria publicada na edição de 14 de outubro da revista Veja, que citou a redução desses subsídios como um dos pontos do ajuste econômico. - Estou convicto de que atitudes enérgicas têm de ser tomadas para afastar o fantasma da crise que ronda a nação. No entanto, esclareço que não poderei unir minha voz àqueles que defendem a adoção de ações que inibam ou inviabilizem o progresso da região amazônica - adiantou Gilvam Borges. Na opinião do senador pelo Amapá, a Amazônia merece um tratamento diferenciado das demais regiões brasileiras por ter características peculiares e especiais e se constituir no maior patrimônio não explorado do Brasil. Ele disse que não classifica como privilégios os benefícios fiscais e os subsídios concedidos à região, os quais, segundo informou, vêm sendo reduzidos a cada ano. Gilvam Borges acrescentou que o presidente Fernando Henrique Cardoso não tinha outra alternativa a não ser apresentar o programa de ajuste fiscal e que ele não poderia ficar omisso em tomar as medidas necessárias para retirar o Brasil da crise. Por esse motivo, ele acredita que o Congresso Nacional debaterá com urgência cada proposta do governo. - Tenho certeza que o presidente Fernando Henrique Cardoso e a equipe econômica do governo jamais lançariam um pacote tão pesado como esse se não fosse necessário. O presidente hoje sofre, mas assume a sua responsabilidade como gestor maior do país. E nós vamos atravessar essa crise, se Deus quiser - completou Gilvam. Em aparte, o senador Bernardo Cabral (PFL-AM) elogiou o pronunciamento de Gilvam Borges e dirigiu-se a todos que estão analisando o programa de ajuste do governo: "É preciso advertir os intérpretes da lei que dela deve se abstrair o que é melhor, ampliar esse lado bom e desprezar o que é nocivo", argumentou.

 

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