Pouco ou quase nada resta ao funcionário público para comemorar, afirmou hoje (29) o senador Paulo Guerra (PMDB-AP). O parlamentar disse que, sem reajuste linear há três anos, com o risco de demissões e perspectivas sombrias quanto à extinção da aposentadoria proporcional, "o ânimo de comemoração é nenhum". Paulo Guerra explicou que pretendia realizar seu discurso ontem (28/10), efeméride dedicada ao funcionalismo, mas que o anúncio das medidas propostas pelo governo destinadas a promover o ajuste fiscal o impediu. Ele lembrou que o aumento da alíquota previdenciária dos servidores públicos para 20%, incluindo também os aposentados, "aviltam mais ainda a massa salarial". - Não podemos tolerar que tais ajustes sacrifiquem ainda mais o servidor público - disse. Para Paulo Guerra, o governo federal e sua equipe - "tão pródiga em saídas alternativas criativas" - devem encontrar propostas baseadas em modelos que solucionem a perda das reservas de forma diferente. O senador esclareceu ainda que o aumento da parcela relativa ao repasse a estados e municípios, retida no Fundo de Estabilização Fiscal, acaba por decretar ou institucionalizar a falência dos estados e municípios brasileiros. O parlamentar ratificou sua solidariedade ao servidor público, transmitindo sua insatisfação e seu protesto, manifestando ainda seu sentimento de apoio e luta pelos seus direitos.
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