"Quem depende de credores praticantes da usura acaba pagando caro demais", afirmou o senador Esperidião Amin (PPB-SC) ao perguntar hoje (dia 29) ao ministro da Fazenda, Pedro Malan, quando o Brasil deixará de depender de capitais "de motel", aqueles que entram no país para ficar apenas uma noite e usufruir taxas de juros muito atraentes. Malan respondeu que 75% do déficit público brasileiro está sendo financiado, hoje, por capitais de investimento direto na economia. "Desde outubro do ano passado, o Brasil recebeu 24 bilhões em capitais que vieram para ficar na economia, nas empresas do país. Estamos bem menos dependentes do capital volátil e até impondo um imposto, o IOF, na entrada de investimentos estrangeiros para limitar a vinda desse tipo de capital." O senador por Santa Catarina lamentou que a balança comercial do Brasil tivesse ficado negativa, a partir de 1994, pois as exportações representam uma maneira mais saudável de financiar o déficit público. "Na verdade, o melhor é não ter déficit nas contas como pregava o senador Vilson Kleinübing, recentemente falecido, o defensor intransigente da frase: "Não gastar o que não se tem". A tônica da homenagem que o Senado lhe prestou foi justamente esta", enfatizou Esperidião Amin. O ministro Malan associou-se à homenagem.
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