O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães, considerou hoje (dia 28) "um pouco amargo" o aumento de 0,2% para 0,38% da alíquota da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Para ele, o Congresso Nacional pode apresentar alternativas a este aumento. - O que o governo quer, preferencialmente, é o quantitativo para o ajuste. Se o Congresso der soluções para o quantitativo por várias vias, o governo não vai se opor. Mas há que se ter propostas - afirmou. Antonio Carlos ressaltou a importância do diálogo para que o Executivo e o Legislativo encontrem um consenso sobre os números do ajuste fiscal. - O governo acha que esse número não é negociável; eu acho que sim - frisou. O aumento da alíquota para 0,30% foi mais uma vez defendido por Antonio Carlos, que manifestou sua posição contrária a um percentual superior. Ele disse não acreditar que a proposta do governo de aumento da alíquota da CPMF para 0,38% tenha sido apresentada apenas para que, na negociação, o Congresso aprove um percentual menor. Sobre o déficit da Previdência Social, o presidente do Senado disse que são necessárias medidas rápidas. - A Previdência quebra, sem medidas urgentes. E quebra por um acúmulo de erros que chegam ao ponto do impossível - comentou.
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