"O governo não pode querer equilibrar as contas públicas com medidas que sacrifiquem a população, como a criação de uma contribuição previdenciária dos aposentados. Isto seria um absurdo", disse nesta segunda-feira (dia 26) o senador Ramez Tebet (PMDB-MS), em entrevista, reconhecendo que a grave situação do país exige providências imediatas. Para Tebet, o governo deve optar pelo corte de despesas. "Há muita despesa que pode ser cortada ou evitada. Sou relator do orçamento e conheço o assunto. Além disso, o governo poderia enviar ao Congresso uma reforma tributária de emergência que certamente encontraria a boa vontade dos parlamentares. Todos estão preocupados com a perda de reservas e outras dificuldades de caixa que o governo está enfrentando", argumenta. O senador por Mato Grosso do Sul entende que é necessário analisar em conjunto as medidas do governo. "Até agora somente conhecemos boatos. Acredito que os senadores quererão colaborar com o governo, mas é preciso cautela e diálogo para obtermos um bom resultado geral. Essa idéia de aumentar de 20% para 30% ou 40% a parcela retida no Fundo de Estabilização Fiscal (FEF) é desastrosa. Representará a falência dos estados e municípios", afirmou. Tebet acredita ser possível aprovar o aumento de alíquota da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, (CPMF). "É verdade que nos preocupa essa tendência de transformar impostos provisórios em permanentes. Já impostos sobre viagens ao exterior seriam uma boa alternativa, pois a parcela mais carente da população não seria afetada. Trata-se de algo supérfluo: vai ao estrangeiro quem quer", concluiu.
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