O senador Bernardo Cabral (PFL-AM) lamentou que a Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF), criada para ser um imposto temporário, esteja se tornando a salvação para o déficit público brasileiro. O comentário do senador baseia-se na possível elevação da alíquota do imposto de 0,2% para 0,3% que está sendo estudada pela área econômica do governo: - A elevação da CPMF vai pesar mais sobre a classe média, que é quem emite mais cheques - ponderou. Para o ajuste fiscal, Cabral considera fundamental saber de que forma o capital especulativo internacional que entra no país será taxado. Ele também tem dúvidas quanto à eficácia da taxação de grandes fortunas. O senador disse não estar seguro de que o resultado desse novo imposto fique além do que analistas projetam. Cabral não quer que o servidor público e os assalariados sejam mais uma vez atingidos pela alta de impostos. Ele se disse favorável a um ajuste fiscal e a uma reforma tributária que acabem, de uma vez por todas, com o "carnaval dos gastos públicos", em que as despesas sempre superam a arrecadação.
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