O senador Lúcio Alcântara (PSDB-CE) apontou o Ceará como o mais legítimo exemplo de transformação das históricas condições que sempre estiveram associadas ao Nordeste brasileiro. O senador atribuiu tal feito ao processo de modernização administrativa e ao esforço de desenvolvimento sócio-econômico empreendidos pelos últimos governos do estado. Para ilustrar a afirmativa, o senador citou a evolução do PIB per capita entre 90 e 95. Segundo os dados, o Brasil teve um crescimento de 5,4%, o Nordeste de 5,3% e o Ceará alcançou um aumento de 22%. "Esse crescimento refletiu-se na melhoria de vários indicadores de saúde", afirmou Alcântara, citando a diminuição da mortalidade infantil e o controle de doenças como difteria, pólio e tétano. O senador lembrou que o estado foi premiado em 1993 pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) por causa da redução do índice de mortalidade infantil. Lúcio Alcântara disse que em sua passagem pelo governo do estado como vice-governador, entre 91 e 94, participou diretamente do projeto de mudanças desencadeadas no Ceará. "Estou convicto de que a consolidação da transformação social só se dá por intermédio do processo educativo", afirma. Ele elogiou o projeto Todos pela Educação de Qualidade para Todos, da Secretaria da Educação Básica do Ceará e também parte integrante do Plano de Desenvolvimento Sustentável do Ceará (95/98). O programa destina-se ao atendimento das necessidades de alfabetização e escolaridade da população de 7 a 14 anos. Entre os tópicos considerados pelo senador como indispensáveis a uma agenda de recuperação da educação básica nacional estão a profissionalização do magistério, a qualidade do ensino fundamental, a autonomia da escola, a eqüidade na aplicação dos recursos e o engajamento dos segmentos sociais mais representativos na melhoria da qualidade da educação. Outra iniciativa do governo cearense, mencionada por Alcântara, foi a criação do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento da Escola (Fade), viabilizando transferências diretas de recursos para a escola. "Atualmente, 382 escolas são unidades orçamentárias, o que corresponde a 52% da rede estadual de ensino", esclareceu. No ensino fundamental, em 1998, o Ceará está com 97% da população de 7 a 14 anos na escola, segundo informou o senador. Ele observou, no entanto, que ainda permanecem como grandes desafios à educação no Ceará o aumento na qualidade da educação básica e o acesso à educação infantil, ao ensino médio e à educação superior. - A rede escolar ainda necessita ser ampliada; mais professores devem ser capacitados e é preciso aprimorar o material de ensino e os métodos de aprendizagem - disse.
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