Os senadores José Fogaça (PMDB-RS) e Júnia Marise (PDT-MG) defenderam a discussão, pelo Congresso, das soluções que o país poderá adotar diante da crise econômica. Para Fogaça, a saída está na aprovação de reformas pelo Congresso Nacional, enquanto Júnia ressalta que o Congresso não pode mais adiar o debate sobre a crise. Fogaça, que é contra o aumento de impostos cogitado pelo governo, ponderou que, se realmente houver aumento de impostos, os mais pobres precisam ser poupados. Ele entende que o ICMS não deve ser aumentado e sugeriu, "em último caso", alíquotas mais altas para o Imposto de Renda. - O ICMS recai sobre consumo, basicamente sobre alimentação, para 70% da população; então um ICMS muito elevado tem um peso dramático na vida particular de um trabalhador de salário mínimo. Já o aumento do Imposto de Renda tem peso muito grande para pessoas que ganham mais de dez salários mínimos por mês - defendeu. Júnia Marise argumentou que o Congresso não pode mais adiar o debate sobre a crise econômica e que as soluções precisam ser discutidas pelos parlamentares logo após as eleições. Segundo a senadora, os pequenos produtores e as microempresas não agüentam mais as altas taxas de juros. - O Brasil não pode mais esperar. Temos o desemprego em massa, o crescimento da miséria, e da fome e estamos vendo o estrangulamento das finanças dos nossos municípios afirmou. Para a senadora, a situação tem gerado falências, ampliado o nível de desemprego e paralisado a economia nacional.
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