As medidas estudadas pelo governo para combater o déficit público, como o aumento da alíquota da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), vão sobrecarregar ainda mais quem já paga muito imposto. Essa é a opinião do senador José Eduardo Dutra (PT-SE), que teme que os assalariados e a classe média sejam os mais prejudicados pelos possíveis aumentos de tributos : - Não dá para tentar apertar os cintos ainda mais daqueles que estão com os cintos apertados, que são a classe média e os assalariados - disse Dutra. Como alternativa, o senador sugere que o aumento de impostos recaia sobre os que não pagam ou sobre os que pagam muito pouco. Dutra entende que elevações na tributação sobre o lucro líquido de bancos e no Imposto Territorial Rural (ITR) e a taxação de grandes fortunas são caminhos mais adequados: - Se o governo estiver disposto a aumentar a contribuição sobre o lucro líquido dos bancos, que já foi de 25% e que esse governo reduziu para 15%, contará com os votos da oposição. Se o governo estiver disposto a introduzir mecanismos mais eficazes para cobrar o ITR e quiser votar o projeto do então senador Fernando Henrique Cardoso, que taxa as grandes fortunas, terá os votos da oposição - afirmou.
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