A redução das taxas de juros em 0,25%, anunciada pelos Estados Unidos na semana passada, não impedirá a saída de dólares dos chamados países emergentes. Essa é a opinião do senador Lauro Campos (PT-DF). Para ele, a segunda queda nas taxas de juros americanas em 16 dias, que repercutiu positivamente nas bolsas de valores de todo o mundo, é uma medida que "apenas diminui a febre, não cura a infecção": - Esses movimentos da bolsa são uma febre do sistema. Os elementos que causam a febre, a infecção, continuam atuando, agindo e se ampliando - analisou Lauro Campos. O senador acredita que o governo americano apenas tenta salvar a situação dos Estados Unidos, que "passaram a ser o centro da reprodução do capital mundial". Lauro Campos enfatizou que a redução dos juros nos Estados Unidos não será capaz de conter a fuga de capitais especulativos nos mercados emergentes. O pior da crise, afirmou, está na adoção de taxas de juros elevadíssimas, como no Brasil - de 49% ao ano - e na Rússia. Para o senador, essas taxas impõem um custo social desumano à população - custo que, segundo ele, pouco se altera com reduções mínimas de juros em Washington.
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