O saldo da campanha eleitoral na maioria dos estados brasileiros, particularmente em Goiás, foi a pulverização dos partidos, demonstração da fragilidade das instituições políticas representativas, disse hoje (dia 15) o senador José Saad (PMDB-GO). Siglas, programas e princípios partidários foram engolidos por acordos eleitorais reveladores de um "vale-tudo do qual nem o PT se salvou", acrescentou. No caso de Goiás, José Saad enfatizou que os adversários de Iris Rezende, que disputará o 2º turno com Marconi Perillo, quiseram apresentar ao eleitorado "uma panelinha de deboches, quando nós temos a exibir um panelão" de realizações que mudaram as condições econômicas e sociais do estado. Iris Rezende, relatou o senador, iniciou a campanha com 70% das preferências eleitorais, conforme os institutos de pesquisa, e "viu questionada a sua votação porque a ela se antepôs um palhaço de circo e de televisão". Segundo José Saad, ao contrário do que afirmam os adversários de Iris Rezende, o PMDB exerceu o poder em Goiás por 12 anos, enquanto cinco ex-governadores do estado que apóiam Marconi Perillo "são responsáveis pelo exercício de 24 anos de poder, de mando e desmando". O continuísmo, representante de forças políticas reacionárias e atrasadas, estaria, na opinião do senador, encarnado no adversário de Iris, "que, além da UDR de Ronaldo Caiado, conta com o apoio do PPB, PFL e PSDB". O apoio do PT a Perillo representaria, no entendimento de Saad, "a descaracterização absoluta de uma das últimas reservas de coerência partidária, que é o PT de Goiás".
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