O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães, garantiu hoje que o Congresso Nacional se comportará com independência ao analisar as medidas do ajuste fiscal que estão sendo preparadas pelo governo para fazer frente à crise econômica internacional. - Não há acerto com o governo. Ele manda as medidas quando achar conveniente e o Congresso Nacional votará com independência e de acordo com a gravidade da situação econômica que o país atravessa - afirmou. Antonio Carlos comentou o pedido de prefeitos e empresários de São Paulo que querem pressa no anúncio das medidas. Para ele, o calendário político do país impede que o governo aja mais rapidamente. - Quem tem pressa é o Brasil. Mas as circunstâncias políticas do país, com eleições no dia 25, impedem ações do Congresso e do Poder Executivo com relação a ter mais pressa do que já estão tendo. As medidas estão sendo preparadas, vão ser submetidas ao presidente da República e ele as submete ao Congresso - resumiu. Sobre os rumores da transformação da CPMF de contribuição provisória para imposto permanente, com aumento de alíquota, Antonio Carlos Magalhães ressaltou que a decisão deve passar pelas diversas forças políticas do Congresso. "Temos de discutir em termos de lideranças. Não adianta eu ser a favor porque não mando no Congresso", afirmou. O presidente do Senado não apóia a pretensão dos prefeitos paulistas de que parte dos recursos deste tributo seja repassada aos municípios. Ele disse ainda não acreditar que o pacote de medidas contenha aumento de alíquota do Imposto de Renda.
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