Depois de duas reuniões realizadas hoje (dia 14) no gabinete do presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães, as lideranças acertaram acordo para acelerar a votação do Orçamento de 99. O entendimento prevê redução das emendas do Congresso, na mesma proporção dos cortes que serão efetuados pelo Executivo; supressão das emendas regionais; e alteração regimental, para reduzir os prazos de tramitação da proposta e votá-la ainda este ano. - Trata-se de uma sinalização clara, e extremamente importante para o mercado, de que o governo tem apoio do Congresso e base parlamentar para votar, e também de que o Congresso está solidário com os cortes e aceitou a responsabilidade de participar do ajuste - disse o líder do governo, senador José Roberto Arruda (PSDB-DF), ao anunciar o acordo. Conforme o senador, haverá uma economia de pelo menos 45 dias na tramitação da proposta orçamentária. Nova reunião foi marcada para terça-feira, dia 20, às 16h, com o propósito de detalhar as resoluções tomadas hoje. Na última semana do mês, com o segundo turno já realizado e o retorno pleno do Congresso às atividades normais, será votada alteração da Resolução nº 2 para permitir encurtar os prazos de tramitação do Orçamento, sem no entanto eliminar qualquer das etapas existentes. O relator-geral da Comissão Mista de Orçamento, senador Ramez Tebet, confirmou que o Orçamento será votado até o dia 15, "no máximo até 30 de dezembro", e acentuou a necessidade de que o governo envie sua proposta de aditamento até o dia 25, para colaborar com o esforço do Congresso. Tebet esclareceu que as emendas individuais, de bancadas e de comissões serão mantidas, mas seu valor seguirá proporcionalmente a redução que for realizada pelo Executivo. Ele garantiu que as mudanças no rito de apreciação do Orçamento não vão prejudicar a eficiência do exame feito pelo Congresso Nacional.
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