Tendo assumido o mandato em razão de licença do senador José Sarney, Paulo Guerra (PMDB-AP) fez hoje seu primeiro discurso, expondo em plenário as idéias que pretende defender ao longo dos próximos meses. Afirmando que o Brasil tem sido alvo de especulação financeira, o novo senador reconheceu o esforço do governo federal para minimizar os efeitos da crise, mas se disse inquieto com a eficácia das medidas anunciadas. Ele defendeu o fortalecimento do Legislativo, sustentando que sem um parlamento forte não há democracia, e salientou a posição estratégica do Amapá na ampliação dos mercados do hemisfério Norte. "O Amapá é a porta do Brasil para o Caribe, seja como via de trocas comerciais, seja como via de intercâmbio cultural, que propicia conhecimento mútuo dos povos, estabelece o diálogo de civilizações e consolida os ideais de paz", disse ele. Paulo Guerra declarou ainda que a meta de desenvolvimento não pode ser desvinculada do esforço educacional. Ele apontou o papel fundamental da Universidade Federal do Amapá, dizendo que ela deve ser apoiada em seu esforço de formar recursos humanos locais, em diferentes áreas de conhecimento. Pregou também a necessidade de programas de intercâmbio com centros de excelência de outros estados, assim como intercâmbio técnico com a França, por meio da Guiana Francesa, que faz fronteira com o Amapá. O senador afirmou que os problemas do Amapá não diferem substancialmente dos problemas dos outros estados brasileiros, visto que "ainda está a exigir um superesforço no rumo do desenvolvimento". Ele pregou o estímulo ao crescimento industrial daquele estado, mediante o fortalecimento da sua zona de livre comércio. "Só fortalecendo o setor produtivo, principalmente a indústria, é que poderemos gerar emprego e renda, criar riquezas, incrementar o desenvolvimento sócio-econômico e atender a demanda em matéria de saúde, educação e segurança". Paulo Guerra elogiou ainda o senador José Sarney, dizendo que "ele deu força ao Amapá".
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