O possível aumento de 0,2% para 0,5% na Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que estaria sendo cogitado pela equipe econômica, conforme o noticiário da imprensa, foi condenado pelos senadores Lauro Campos (PT-DF) e Ramez Tebet (PMDB-MS). Na opinião de Tebet, um aumento da CPMF agravará a recessão e o desemprego. Além disso, o senador não considera justo que um imposto, criado para ser transitório, tenha sua vigência sistematicamente prorrogada. Para o senador, a crise que atinge as finanças públicas só será superada com uma reforma tributária, daí ser favorável a que, encerradas as eleições, o governo encaminhe ao Congresso sua proposta. - Se o governo não fizer isso, vai perder credibilidade - afirmou. Lauro Campos, por sua vez, disse que aumentar a CPMF é "uma idéia absurda", reveladora de um governo "completamente perdido" diante da crise a que ele próprio levou o país. - A medida é um sinal de que o governo não está conseguindo controlar os efeitos da crise - reiterou. Um aumento da CPMF, acrescentou Lauro Campos, demonstra que as autoridades econômicas, sem conseguir deter a crise, continuam se mantendo no caminho de impor mais sacrifícios à nacionalidade.
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