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MIRANDA CONTESTA CRÍTICAS DE PERILLO À FEDERALIZAÇÃO DO BANCO ESTADUAL DE GOIÁS

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Por: Agência Senado
Data de Publicação: 9 de novembro de 1998
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"Considero precária a insinuação de práticas corruptas, quando o governador eleito de Goiás, Marconi Perillo, fala no "rombo" de 240 milhões de reais no processo de federalização do Banco do Estado", afirma o senador Mauro Miranda (PMDB-GO). "Prefiro falar em desencontro de contas entre passivos e ativos, ocasionado pelas sucessivas crises da política econômica do governo do PSDB, o mesmo de Perillo". Para Miranda, o ato de federalização do BEG é juricamente correto e tecnicamente perfeito. "Decorre de MP editada pelo governo federal. Bancos estaduais administrados por governadores do PSDB, como os do Ceará, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo já seguiram esse caminho e não me lembro que Perillo, então vice-líder do governo, tenha se insurgido contra tais operações", enfatizou. O senador goiano criticou o governador eleito, afirmando que ele começa a assustar a sociedade goiana com sinas evidentes de imaturidade política, ao transformar uma questão administrativa em polêmica de caráter político. "Agindo assim, ele atropela as responsabilidades de um governo em final de mandato e lança dúvidas sobre os efeitos de sua instabilidade emocional no equilíbrio de seu futuro mandato, como líder dos goianos", advertiu. Ao finalizar, Mauro Miranda afirmou que o atual governador, Naphtali Alves de Souza, optou por federalizar o BEG para proteger os interesses dos servidores e dos depositantes, evitando a liquidação extrajudicial que causaria prejuízos à economia e à imagem de Goiás. "Foram cumpridos os ritos técnicos recomendados pelo Banco Central, evitando-se exploração política do episódio em período eleitoral", disse, rebatendo as críticas de que teria havido procastinação com fins políticos.

 

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