O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães, defendeu nesta segunda-feira (dia 9), uma nova legislação, "mais dura", para castigar os crimes de invasão de privacidade por meio de grampos telefônicos. A denúncia veiculada pela imprensa neste fim de semana, dando conta da gravação de conversas telefônicas entre o presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, e o ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros, seria nova evidência da necessidade do Legislativo aprimorar a lei para "castigar esse tipo de crime". No entender do senador, se for confirmado o envolvimento do ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf, e sua família na difusão desse material, esse seria um comportamento "reprovável", que em nada "dignificaria" o candidato ao governo de São Paulo. Até onde tinha conhecimento, acrescentou Antonio Carlos, "nada nas conversas gravadas estaria comprometendo o presidente da República ou seu governo, mas a bem da verdade é preciso dizer que a linguagem usada para tratar de assuntos importantes foi inadequada". O presidente do Senado ressaltou reconhecer o direito de o PT ou qualquer outro partido político debater o assunto no Congresso, mas destacou que "as investigações já estão sendo desenvolvidas pela Casa Militar da Presidência da República". Ele lamentou o grau de exposição da sociedade brasileira à invasão de privacidade por meio de grampos telefônicos e renovou seu entendimento de que o Legislativo precisa urgentemente tornar "mais dura" a lei que pune esses crimes.
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