A criação da Agência de Desenvolvimento Ambiental da Amazônia para substituir a Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) foi defendida nesta quarta-feira (dia 9) pelo senador Ernandes Amorim (PPB-RO). Ele justificou a necessidade da instituição do organismo por considerar que a Sudam já esgotou sua capacidade de colaborar para o progresso da região Norte.O senador considera que o modelo da Sudam não é satisfatório e está "viciado", privilegiando alguns estados em detrimento de outros. Ele quer que a agência tenha abertura para receber investimentos internacionais voltados à infra-estrutura econômica da região, dentro de um modelo de desenvolvimento sustentado.Na opinião de Ernandes Amorim, sempre que a União precisa tomar dinheiro emprestado no exterior para financiar obras nas regiões Sul e Sudeste do país, coloca no contrato alguma restrição ambiental que entrava o desenvolvimento da Amazônia. "O pior é que a região não é beneficiada em nada pelos recursos externos", reclamou.Ernandes Amorim conclamou os demais senadores eleitos pela região a formarem uma bancada da Amazônia com o propósito de atuar junto ao governo federal para garantir investimentos naqueles estados. Ele acredita que apenas por meio da união os parlamentares poderão exigir os recursos necessários à realização de obras importantes para a população amazônica.O senador criticou a posição do governo federal em relação ao Ministério da Produção. Segundo analisou Amorim, logo em seguida à demissão do ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros - o mais cotado para o novo cargo -, o governo "esqueceu o assunto". - Ao que parece, ao invés de se definir o ministério para depois buscar um nome adequado ao cargo de ministro, pretende-se resolver quem será o ministro e em função de seu perfil decidir que órgãos e atividades irão compor o ministério - constatou Ernandes Amorim.
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