A senadora Emília Fernandes (PDT-RS) defendeu nesta quarta-feira (dia 9), da tribuna do Senado, as emendas que os parlamentares apresentam à proposta de orçamento elaborada pelo governo. Para a senadora, essa é a única maneira que os parlamentares têm de atender às necessidades dos municípios "que o governo federal sequer conhece". Emília lembrou que, no corrente ano, as emendas estão limitadas a R$ 1,5 milhão por deputado ou senador.A senadora queixou-se da insensibilidade da imprensa, que critica essas emendas sem atentar para sua importância. "Enviei uma correspondência a O Globo para esclarecer que minha emenda de R$ 100 mil para o Festival de Música e Poesia é relevante porque os festivais no Rio Grande do Sul são eventos tradicionais, realizados em 150 cidades diferentes, mobilizando cerca de 600 mil pessoas, gerando empregos pelo fomento do comércio e do turismo".Para Emília, o Rio Grande do Sul foi particularmente prejudicado no orçamento para 1999, porque o governo, ao enviar sua segunda versão, cortou ainda mais os recursos para agricultura, suprimiu os recursos para habitação e cortou totalmente as verbas para a construção da usina de rastreamento de satélites e monitorização da camada de ozônio, já iniciada no ano passado. "Mais uma vez paralisa-se uma obra já começada", indignou-se.Em aparte, o senador Nabor Júnior (PMDB-AC) lembrou os tempos anteriores à Constituição de 1988, em que nenhum parlamentar podia alterar o orçamento que vinha do governo. "Hoje, temos um pequeno poder. Mesmo assim, ele é criticado pela grande imprensa. É curioso destacar que, no Acre, a mídia aplaude os recursos que nossa bancada consegue aprovar e até pede mais" - afirmou.
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