Durante a audiência do ministro da Fazenda, Pedro Malan, na Comissão de Assuntos Econômicos, nesta terça-feira (dia 8), o senador Osmar Dias (PSDB-PR) mostrou-se preocupado com o valor exato do acordo entre o Brasil e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Na sua resposta, o ministro discriminou as diversas fontes dos cerca de US$ 41,5 bilhões que serão colocados à disposição do país pelas diversas entidades financeiras internacionais da seguinte forma: 1) O FMI irá arcar com US$ 18 bilhões, o que equivale a seis vezes a quota do Brasil na instituição; 2) O Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Banco Mundial - Bird) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) colocarão em disponibilidade, cada um, US$ 4,5 bilhões; 3) Outros US$ 13,18 bilhões do acordo fazem parte da contribuição de 19 países diferentes, membros do Banco de Compensações Internacionais (BIS); e 4) O Japão destinará US$ 1,25 bilhão, também por intermédio do BIS. Provocado por Osmar Dias, Malan também relacionou as taxas de juros que incidirão sobre cada parcela do empréstimo, caso seja usada ou não. Segundo o ministro, trata-se de um custo razoável para esse tipo de operação, já que o dinheiro será destinado a um país como o Brasil. - O acordo tem natureza preventiva. Esperamos não ser necessário que o Brasil utilize a totalidade dos recursos nesse período. Isso dependerá da evolução do contexto da economia internacional e da economia doméstica - analisou o ministro. Por fim, Osmar Dias perguntou ao ministro como os recursos serão empregados. Acompanhando a objetividade do senador, Malan foi sucinto ao definir que o dinheiro do acordo que for efetivamente sacado será incorporado às reservas internacionais do país.
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