O senador Júlio Campos (PFL-MT) fez um apelo, nesta quarta-feira (dia 2), para que o Senado não aprove solicitação de empréstimo do Governo do Mato Grosso, ao Banco Mundial, no valor de US$45 milhões. A matéria deve ser apreciada pelo plenário do Sendo no próximo dia 15. "O empréstimo precisa ser rejeitado porque as razões que o justificavam não existem mais", garantiu o senador . Campos lembrou que os acordos prévios entre o Banco Mundial e o governo do Mato Grosso estabeleciam que os recursos deveriam ser empregados na extinção do Banco do Estado do Mato Grosso (Bemat) e de outras estatais como a Cohab e a Codemat. O banco, segundo ele, já está fechado desde dezembro do ano passado e as empresas, também. Isso quer dizer, insistiu, que o governador "está mentindo quando vem ao Congresso, como veio ontem, tentar antecipar a votação daquela matéria, alegando razões que não existem mais". O senador observou que o parecer do relator, senador Gérson Camata (PMDB-ES), favorável à contratação do empréstimo, foi preparado antes do Bemat e as outras empresas serem fechadas. De qualquer maneira, para o senador a atitude de Camata só pode ser interpretada como "uma manifestação de amizade", porque tanto os pareceres emitidos pela Receita Federal quanto pelo Banco Central faziam "importantes restrições ao pedido de empréstimo". O senador Lúdio Coelho (PSDB-MS) disse que a intervenção de Júlio Campos dava esclarecimentos suficientes sobre a necessidade de o projeto não ser aprovado. Edison Lobão (PFL-MA) destacou o fato de Campos ser uma das lideranças mais importantes do PFL , "o que, certamente, contará na hora da votação." Já o senador Evandro Cunha Lima (PMDB-PB) identificou na questão levantada pelo senador , "uma oportunidade para o Senado fazer valer uma das suas prerrogativas mais importantes, qual seja a do controle dos gastos públicos".
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