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JÚLIO CAMPOS DIZ QUE DECLARAÇÃO É UMA CARTA CONTRA A BARBÁRIE

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Por: Agência Senado
Data de Publicação: 10 de dezembro de 1998
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50 anos da proclamação da Declaração Universal dos DireitosHumanos, o senador Júlio Campos (PFL-MT) afirmou que esse documento representa um gestode repúdio contra as atrocidades cometidas pelos regimes totalitários. Ele disse tambémque a declaração é uma carta contra a barbárie gerada pela discriminação e pelopreconceito e contra toda a forma de desrespeito e violação dos direitos fundamentais dapessoa humana. - Mas ela não representa apenas um gesto de repúdio contra os feitos dopassado. Sua direcionalidade é também futura. A Declaração constrói e firma a basemoral, ética, jurídica e política que deverá orientar as ações do homem no futuro -completou Júlio Campos. Na avaliação do senador, a Declaração não defende apenas osdireitos individuais da pessoa à liberdade de pensamento, de consciência e de religião.O documento também introduz conquistas sociais, como o direito à saúde, à educação,à segurança social, ao repouso, ao lazer, à participação na vida cultural e a ter umpadrão de vida satisfatório. Júlio Campos opinou que comemorar o cinqüentenário daDeclaração significa mais do que prestar homenagens na forma de palavras e discursos.Ele defendeu que seja reafirmado o compromisso de cada governo, instituição e indivíduocom a defesa, a promoção e a vigência dos direitos fundamentais da pessoa humana.Apesar de reconhecer a importância da Declaração dos Direitos Humanos, Júlio Camposreconheceu que dificuldades de natureza econômica que atingem os países impedem que sejaimplantada uma política social justa e igualitária. Ele argumentou que as distorçõesnas relações de produção e distribuição da riqueza geram violações aos direitoshumanos.

 

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