O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães, recebeu nesta quinta-feira (dia 10) representantes do Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo, que lhe entregaram documento com críticas à política fundiária do governo Fernando Henrique Cardoso, aproveitando o dia em que a Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 50 anos. Acompanhados pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP), os integrantes do Fórum pediram a Antonio Carlos, ainda, a promoção de um debate público no Congresso Nacional sobre o tema.Em resposta, o senador apoiou a organização de uma audiência pública sobre a reforma agrária e a política oficial para essa questão. Antonio Carlos transmitiu aos representantes do fórum, liderados pelo presidente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile, e Dom Tomás Balduíno, bispo de Goiás Velho e presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), órgão da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a intenção de marcar o debate, se for possível, para o próximo mês de janeiro, durante a convocação extraordinária do Congresso.O documento entregue ao presidente do Senado critica o Banco da Terra, iniciativa governamental que pretende agilizar a reforma agrária por meio da compra de propriedades rurais, com apoio de créditos do Banco Mundial, e repudia a programação de cortes orçamentários nas verbas do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) previstas no orçamento da União para 99.
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