Luiz Cruvinel Chinaglia incluiu o tema escutas telefônicas em uma lista de sugestões a ser apresentada ao Colégio de Líderes. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, afirmou nesta quarta-feira que vai priorizar a votação de projetos de lei que estabelecem critérios para as escutas telefônicas e impedem o abuso de autoridade. Ele incluiu o tema em uma lista de sugestões a ser apresentada ao Colégio de Líderes.
Segundo Chinaglia, a intenção é aperfeiçoar o funcionamento do Estado. "Existem propostas tramitando, tanto para a regulamentação do uso do grampo quanto a que trata do abuso de autoridade. Na minha opinião, votaremos a que estiver pronta para ir a Plenário, como todas as matérias que votamos de Código Penal e questões de segurança. E essa eu colocaria em um patamar superior que é, digamos, o melhor funcionamento do Estado brasileiro. Portanto, sou favorável que se vote, o mais rapidamente possível, uma boa lei ou várias boas leis", ressaltou.
A matéria que está pronta para votação no plenário é o Projeto de Lei 1258/95, do Senado, que teve substitutivos aprovados nas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. O texto cria regras mais rígidas para a autorização da escuta telefônica e estabelece punições no caso de vazamento das informações colhidas.
Trabalho da CPI
O tema também é assunto da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas Clandestinas. O presidente da comissão, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), lembrou que, entre as atribuições da CPI, está a elaboração de uma nova legislação para essa área. "Ela tem como objetivo apurar as escutas indevidas, as escutas ilegais, as escutas praticadas com abuso de autoridade, com abuso de poder. E acho que ela vem fazendo um trabalho competente que, ao final, vai propor uma legislação que efetivamente controle as escutas no Brasil", afirmou.
Segundo Itagiba, a escuta telefônica é um instrumento necessário para o combate à corrupção, ao crime organizado e aos crimes de "colarinho branco". No entanto, o deputado argumenta que esse instrumento não pode ser banalizado ao ponto de terem sido autorizados 409 mil grampos em 2007, segundo dados das empresas de telefonia apresentados à CPI.
Notícias anteriores:Projeto redefine regras para escutas telefônicasAbin defende autorização para escuta em caso de terrorismoSegurança aprova estrutura para escutas em telesCPI quer maior poder para Anatel fiscalizar gramposBrasil teve 409 mil grampos a pedido da Justiça em 2007Escuta telefônica poderá ser controlada pelo STF e MP
Reportagem - José Carlos Oliveira/Rádio Câmara
Edição - Marcos Rossi
Link para a página original
0 pessoas comentaram a notícia "Chinaglia quer votar regras para escutas telefônicas"
Deixe o seu comentário
* Os textos publicados neste espaço são de responsabilidade única de seus autores e podem não expressar necessariamente a opinião do Direito 2.