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Empresário nega acusações contra dois deputados

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Por: Agência Câmara
Data de Publicação: 7 de novembro de 2006
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Durante o depoimento nesta terça-feira, Luiz Antônio Vedoin negou taxativamente o envolvimento dos deputados Laura Carneiro (PFL-RJ) e Wellington Roberto (PL-PB) no esquema de fraudes na saúde.

Já em relação ao deputado Pedro Henry (PP-MT), Vedoin declarou que não lhe pagou propina. Segundo sua explicação, o carro que ele comprou para o parlamentar foi uma "ajuda de campanha". Vedoin também destacou que nenhuma das emendas de Henry ao Orçamento que poderiam beneficiá-lo foi executada.

Vedoin declarou também não ter pagado propina ao deputado João Batista (PP-SP), porque o parlamentar teria apresentado apenas uma emenda genérica para a área da Saúde, sem a definição de qual prefeitura seria beneficiada.

Crítica de Izar

Para o presidente do Conselho de Ética, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), o fato de Vedoin ter inocentado parlamentares pode indicar que a CPMI das Sanguessugas errou ao supor o envolvimento de alguns deputados com as fraudes na saúde.

"Agora, os relatores estão vendo que alguns processos não deveriam estar aqui. Pessoas que nada têm a ver com o assunto não apresentaram emendas e estão na relação. Algumas já foram punidas e perderam a eleição", declarou Izar.

Registro de entrada

No depoimento, houve um momento de tensão de Vedoin com o deputado João Correia (PMDB-AC), o único dos parlamentares acusados presente à audiência. Depois de Vedoin confirmar ter feito acordo para pagamento de propina dentro do gabinete do parlamentar, Correia o chamou de "crápula e mentiroso". Para tentar provar que o empresário não esteve em seu gabinete, Correia apresentou o registro de entrada nas dependências da Casa feito pela Polícia Legislativa. Vedoin respondeu que não precisava se registrar na vigilância da Câmara, pois sempre usava a entrada privativa dos parlamentares.

Recusa

Ao final da reunião, Vedoin se recusou a responder a perguntas dos advogados dos parlamentares acusados. Ele explicou ter sido esse o procedimento que adotou quando depôs na CPMI das Sanguessugas. Segundo seu advogado, o acordo teria sido no sentido de responder apenas a perguntas dos relatores dos processos.

Nesta quarta-feira, o Conselho de Ética reúne-se novamente para ouvir o depoimento do deputado João Correia, a partir das 14h30.

Reportagem - Newton Araújo Jr. e Eduardo Tramarim

Edição - João Pitella Junior

 

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