O relatório sobre o mercado criminal de armas de fogo na cidade do Rio de Janeiro inclui um texto elaborado pela socióloga Patrícia S. Rivero a partir do levantamento de armas registradas e das apreendidas pela polícia. Uma das conclusões é a de que a maioria das armas em situação ilegal é de revólveres de origem brasileira, mas sua participação decresce no período mais recente.
A porcentagem de pistolas e fuzis, por sua vez, tem um crescimento acelerado na última década. Aumenta a presença de armas artesanais, o que mostra um crescimento da ilegalidade também na produção de armas. Os dados revelam, de todo modo, a crescente letalidade das armas usadas no crime. As armas mais letais são as mesmas usadas pela polícia e pelas Forças Armadas.
A maioria das armas apreendidas, 76%, são de origem brasileira; 10% são norte-americanas e 3% argentinas. Pistolas, fuzis, metralhadoras e submetralhadoras são mais caras no mercado criminal, e isto segue a lógica da sobrevalorização desse tipo de arma pelo tráfico de drogas nas favelas.
Reportagem - Vania Alves
Edição - João Pitella Junior
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