A preocupação com o esquema de comunicação das organizações criminosas se acentuou depois dos ataques do Primeiro Comando da Capital em São Paulo, pois a polícia concluiu que as ordens saíram dos presídios. Os resultados das tentativas de bloqueio de celulares mostraram-se infrutíferos porque outros tipo de aparelhos conseguiam furar o controle.
Apesar de o celular ser o mais usado pelo crime, também é o equipamento que permite as escutas que levam a polícia a antecipar ações do crime. Segundo o relatório, uma tecnologia de bloqueio, para ser efetivamente bem-sucedida, deve ser capaz de bloquear não apenas todas as freqüências da telefonia celular, mas também qualquer outra utilizada para a realização de comunicações sem fio.
Segundo o relatório, feito pelo deputado Julio Semeghini (PSDB-SP), a manutenção dos equipamentos de bloqueio deve ser permanente e eficiente. Isso só seria possível se toda alteração de sinal - causada pela entrada de uma nova tecnologia; pela exploração de uma nova faixa de sinal; ou até mesmo pela simples instalação de novas torres de transmissão ou o aumento de potência das estações já existentes - provocar uma revisão dos projetos instalados nos presídios potencialmente atingidos por essas eventuais mudanças.
Esse controle só será possível, conclui o parecer, com a efetiva colaboração de todos os agentes de segurança, governo e empresas envolvidos.
Reportagem - Vania Alves
Edição - João Pitella Junior
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