A fronteira norte é a região em que o país tem vizinhança com a Guiana Francesa, o Suriname, a Guiana, a Venezuela e a Colômbia. Apesar de estar instalado o Projeto Calha Norte, com a presença de pelotões do Exército, além de operações da Polícia Federal, o relator, deputado Luiz Couto (PT-PB), avalia que ainda é preciso haver maior presença do Estado no controle do tráfico de armas, de drogas, de madeira e de minerais e lavagem de dinheiro.
Foram identificadas três rotas de tráfico. A primeira sai de Roterdã, na Holanda, vai ao Suriname, passa por território brasileiro e segue para a Colômbia. A segunda sai do Panamá, passa por dentro do território brasileiro indo para o Paraguai e tem como destino final a Colômbia. A terceira rota sai da China, passa pelo território brasileiro e chega à Colômbia.
Os traficantes usam ainda o Alto Rio Negro para se livrarem da perseguição na parte norte da Colômbia, entrando na Venezuela e passando por Roraima.
Troca
Em diligências, foi verificado que traficantes brasileiros traziam armas do Suriname para trocá-las por drogas. A droga entrava no Suriname nos helicópteros que transportavam garimpeiros brasileiros para aquele país. A conexão Suriname, em diligência feita pela CPI do Narcotráfico ao Amapá, comprovou a tese do uso do território do Amapá como rota de tráfico internacional de entorpecentes e armas, principalmente com o uso de pequenas embarcações pela região costeira.
A CPI verificou que um dos pontos mais importantes para o combate ao tráfico de armas é o controle da munição. O principal fornecedor desse mercado é a Líbia, cuja produção vem pelo porto de Roterdã.
Reportagem - Vania Alves
Edição - João Pitella Junior
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