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Sub-relatório da fronteira com o Paraguai

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Por: Agência Câmara
Data de Publicação: 29 de dezembro de 2006
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As investigações apontaram a fronteira com o Paraguai como a principal rota do tráfico que abastece o mercado ilegal de armas e militariza o crime organizado e o narcotráfico no Brasil. O armamento é adquirido com facilidade em Assunção e sobretudo nas cidades fronteiriças de Pedro Juan Caballero e Ciudad Del Este, desembarcando no Brasil através da Ponte da Amizade, do Lago de Itaipu e do rio Paraná.

O transporte é feito por ônibus, barcos, balsas e até por avião. As cargas maiores vão por balsas, aguardadas por caminhões e picapes do lado brasileiro. Os ônibus são os mesmos utilizados por sacoleiros. É o denominado tráfico "formiguinha", em que os contrabandistas misturam armas e munições com aparelhos de som, roupas e outros objetos para burlar a fiscalização, se houver.

Os ônibus costumam cruzar a fronteira em comboios de até 200 veículos, distantes menos de meio metro um do outro, dificultando a fiscalização - pois, se um veículo parar, há o risco de colisões em série. As armas grandes vêm desmontadas, em peças separadas, conduzidas por pessoas diferentes.

Comércio de fachada

O parecer, feito pela deputada Laura Carneiro (PFL-RJ), aponta ainda que nas cidades de fronteira há lojas de fachada usadas por contrabandistas para vender armas a brasileiros. Uma testemunha da CPI afirmou que já comprou dessa forma 1,8 mil fuzis exclusivos do exército do Paraguai.

A relatora lembrou ainda o problema do Porto de Paranaguá - que, por acordo internacional, tem uma parte controlada pelo Paraguai. As informações dadas à CPI são de que por lá passa todo tipo de mercadoria ilegal que o Brasil não pode fiscalizar.

Grande parte do armamento que vem do Paraguai é de fabricação brasileira. O material sairia daqui legalmente e retorna como contrabando. O Brasil deixou de exportar armas para o Paraguai em 2001, mas continua sendo fornecedor das forças armadas do país. Paraná, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul seriam as principais portas de ingresso do armamento que vem do Paraguai.

Reportagem - Vania Alves

Edição - João Pitella Junior

 

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