A fronteira Brasil-Peru possui 2.995 quilômetros e a fronteira Brasil-Bolívia 3.423 quilômetros. No Acre, há indícios de entrada de armas no País pelos municípios de Basiléia, Plácido de Castro e Epitaciolândia ou por meio de pistas de pouso clandestinas.
Em Rondônia, as cidades de Guajará-Mirim, Costa Marques e Pitangueiras são listadas como portas de entrada de armas vindas da Bolívia. São citadas ainda, no relatório da deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), as principais rodovias usadas pelo tráfico: BR-364, BR-425 e BR-429.
A CPI apurou que no Pará, particularmente nas cidades de Belém, Abaetetuba e Marabá, é grande a quantidade de armas roubadas e enviadas a quadrilhas de Macapá (AP) ou para o interior da Amazônia, chegando a Colômbia e ao Peru em troca de drogas.
A vigilância das fronteiras brasileiras é feita pelo Exército e pela Polícia Federal. Dos 52 postos previstos para a PF, somente 23 já foram instalados. A relatora conclui que, apesar do esforço do governo para aumentar a vigilância, a situação ainda é precária.
Reportagem - Vania Alves
Edição - João Pitella Junior
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