Outra bancada tradicional, a dos produtores rurais e dos deputados ligados ao campo, também perderá nomes importantes que não concorreram à reeleição e outros que não conseguiram assegurar a permanência na Câmara.
A Frente Parlamentar de Apoio à Agropecuária, que tinha 185 integrantes na última legislatura, será bastante reduzida, pois somente 89 dos deputados foram reeleitos. A eles, serão acrescidos 24 novos representantes eleitos, que podem ou não ingressar na frente parlamentar. No total, 113 deputados ligados à produção rural atuarão nesta legislatura. O número representa uma diminuição de quase 40% na bancada.
Antônio Augusto Queiroz, diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), ressalta, contudo, que a nova bancada ruralista poderá ser qualitativamente mais bem preparada do que a atual, porque vários dos eleitos são dirigentes das organizações de classe dos produtores.
Segundo o professor Otaciano Nogueira, a composição das bancadas não terá efeitos sobre as políticas voltadas para o campo. "O avanço da luta pelo campo não tem sido feito na Câmara", observa: "Há entidades que não usam o Congresso como instrumento de luta, pelo fato de considerá-lo como um instrumento burguês", avalia, citando como exemplo dessa tese a invasão da Câmara por militantes do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST).
Reportagem - Cristiane Bernardes
Edição - João Pitella Junior
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