O ex-deputado Chicão Brígido voltou a negar que tenha recebido dinheiro para votar a favor da emenda da reeleição em 1997. Ele disse que apenas "ouvia nos corredores" da Câmara, naquela época e sem mais detalhes, que havia um movimento político para liberação de verbas. Ou seja, votos à emenda seriam trocados pela liberação de verbas do orçamento.
Em depoimento na CPMI da Compra de Votos, Chicão Brígido disse ainda que não participou de nenhuma reunião com os ex-governadores Amazonino Mendes (AM) e Orleir Cameli (AC) e com o ex-ministro Sérgio Motta (Comunicações), morto em 1998. Eles também foram acusados de participação no esquema.
Reportagem
Uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo , publicada em maio de 1997, divulgou conversas nas quais os deputados Ronivon Santiago e João Maia, ambos do Acre, diziam ter recebido R$ 200 mil cada um para votar a favor da emenda que permitiria a reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso. Nas gravações, eles acusaram os então deputados Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, todos do Acre, de recebimento de dinheiro.
A reportagem foi lida pelo relator da CPMI, deputado Ibrahim Abi-Ackel (PP-MG).
"Não entendo por que meu nome foi citado nesse episódio", rebateu Chicão Brígido.
O ex-parlamentar depõe na sala 2 da ala Senador Nilo Coelho, no Senado.
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Reportagem - Antonio Júnior
Edição - Noéli Nobre
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