Divergências entre chefes de estado e organizações sociais marcaram a abertura da 4ª Cúpula das Américas, que ocorre a partir de hoje em Mar del Plata, na Argentina. Grupos anti-liberais realizam evento paralelo - a Cúpula dos Povos da América - chamada "Contracúpula". O cenário foi descrito pela deputada Maninha (Psol-DF), integrante da Confederação Parlamentar das Américas, que representa a Câmara dos Deputados nos dois eventos.
Segundo Maninha, as crises políticas enfrentadas por alguns países do continente e as relações comerciais foram os principais temas discutidos nas reuniões das quais ela participou. O fortalecimento das democracias e a redução das desigualdades sociais, segundo ela, é um grande dilema. Enquanto uns defendem a abertura dos mercados como solução, outros apóiam intervenções mais efetivas do Estado para solucionar os principais problemas.
Alca
A deputada disse também que a proposta dos Estados Unidos de implantar a Área de Livre Comércio das Américas (Alca) não deve ser incluída no documento final da cúpula. Os participantes do encontro ainda não chegaram a um consenso sobre um modelo que atenda às necessidades de cada país.
A deputada acredita que os países americanos mais pobres, como Haiti e Honduras, precisam ser beneficiados com um fundo que permita o desenvolvimento de suas economias. "Precisamos criar um mercado comercial semelhante ao da Europa, onde seja possível incluir o grupo dos mais pobres e que isso resulte em um crescimento com desenvolvimento e divisão de renda. Não estamos conseguindo isso", assinalou Maninha.
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Reportagem - Alfredo Lopes
Edição - Noéli Nobre
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