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Skymaster teria enviado dinheiro para paraísos fiscais

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Por: Agência Câmara
Data de Publicação: 22 de novembro de 2005
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Para o sub-relator de contratos da CPMI dos Correios, deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), a Skymaster também fraudou contratos de arrendamento de aeronaves para enviar dinheiro ilegalmente para paraísos fiscais. Conforme as investigações da CPMI, os contratos de arrendamento de aviões pela Skymaster registram, por exemplo, que a empresa pagava mensalmente entre 80 mil dólares (quase R$ 180 mil na cotação de hoje) e 88 mil dólares (quase R$ 198 mil) por aeronaves Boeing 707 e 95 mil dólares (quase R$ 213 mil) por aeronaves DC-8.

Conforme informações do Departamento de Aviação Civil (DAC), a média de valores pagos mensalmente para arrendamento de aeronaves é de R$ 1,9 mil a R$ 7,8 mil para Boeing 707, e de R$ 8,9 mil a R$ 35,8 mil para aviões DC-8. Para Cardozo, essa diferença prova que a Skymaster mascarava nos contratos de arrendamento o envio de dinheiro ilegal para o exterior.

Proximidade

As empresas arrendadoras no exterior, Quintessential e Forcefield, com sede nas Ilhas Virgens britânicas, conforme consta no relatório de Cardozo, têm como sócios pessoas próximas aos donos da Skymaster. Um dos nomes mais emblemáticos, segundo Cardozo, é o de Kesia Maria do Nascimento Costa, que representou a Quintessential em contratos de arrendamento e reside no mesmo endereço do diretor financeiro da Skymaster, João Marcos Pozzetti.

O representante da Forcefield era José Tomaz Simioli, que é sócio da Skycargas juntamente com os sócios da Skymaster. "Há fortes indícios de que essas empresas são controladas pelos proprietários da Skymaster, que objetivam livrar seus recursos e bens das implicações penais da lei brasileira", concluiu o sub-relator.

Na última quinta-feira (17), Cardozo solicitou ao Ministério Público Federal que promova o bloqueio imediato dos bens dos dirigentes e controladores da Skymaster e tome as medidas cautelares cabíveis para garantir o ressarcimento dos débitos decorrentes dos delitos praticados pelos dirigentes da empresa. Ainda não há retorno desse pedido.

Reportagem - Maria Clarice Dias

Edição - Francisco Brandão

 

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