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Palestrante defende mais investimentos em educação

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Por: Agência Câmara
Data de Publicação: 22 de novembro de 2005
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Durante o seminário "Desenvolvimento com Inclusão Social - Capacitação Tecnológica da População", a coordenadora de Programas da ONG Ação Educativa, Vera Masagão Ribeiro, defendeu que, diante do déficit apresentado hoje na educação - 60% dos adultos não têm sequer educação fundamental - o investimento no setor seja bem maior. "O Brasil ainda gasta muito pouco com educação em comparação a outros países", assinalou. A proposta de Orçamento para 2006 enviada ao Congresso pelo governo prevê a destinação de R$ 17,3 bilhões para a área, dos quais apenas R$ 836 milhões são para investimentos.

Os resultados de 2005 do Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional (Inaf), estudo realizado em parceria pela OnG Ação Educativa e pelo Instituto Paulo Montenegro, aponta queda no número de analfabetos no País. A pesquisa concluiu que 7% dos entrevistados são analfabetos, 30% são alfabetizados em nível rudimentar (conseguem ler títulos ou frases, localizando uma informação bem explícita), 38% são alfabetizados em nível básico (conseguem ler textos curtos) e 26% são alfabetizados em nível pleno, ou seja, conseguem ler textos mais longos e relacionar mais de uma informação. Em comparação a 2001, o número de analfabetos caiu dois pontos percentuais, enquanto o número de alfabetizados em nível pleno permaneceu o mesmo.

De acordo com o estudo, 42% daqueles que completaram quatro a sete anos de estudo têm nível rudimentar de alfabetização. Para chegar a esses índices, foram entrevistadas, a partir de uma amostra nacional, duas mil pessoas com idades entre 15 e 64 anos. As entrevistas, domiciliares, ocorreram entre os dias 30 de junho e 10 de julho deste ano.

Leitura

Entre as variáveis que têm influência no aprendizado, o estudo apontou a escolaridade da mãe, a capacidade de leitura do pai e a disponibilidade de livros, jornais e revistas na casa onde a pessoa passou a infância. Dos 75% de entrevistados que disseram gostar de ler, 41% foram influenciados principalmente pela mãe, 33% pelo professor e 31% pelo pai. Segundo o levantamento, 26% dos brasileiros nunca estiveram em uma biblioteca. Em 2003, esse índice era de 34%.

Reportagem - Luciana Mariz

Edição - Sandra Crespo

 

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