Em resposta ao deputado Josias Quintal (PSB-RJ), o deputado Roberto Brant (PFL-MG) afirmou há pouco que os diretores da empresa siderúrgica Usiminas estão "apavorados". Brant é acusado de recebimento de dinheiro das contas das empresas de Marcos Valério de Souza. O deputado afirma, no entanto, que a verba foi na verdade uma doação da Usiminas entregue via agência de publicidade SMPB, de Valério. "Os diretores da Usiminas procuraram os melhores advogados em Brasília e em Minas para sair da situação", afirmou Roberto Brant em depoimento no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar .
A oferta
Um dos coordenadores da campanha de Roberto Brant à prefeitura de Belo Horizonte em 2004, Nestor Francisco de Oliveira sacou R$ 102,8 mil de conta bancária da empresa SMPB. A oferta, segundo o deputado, foi feita pelo diretor-executivo da Usiminas, Rinaldo Campos Soares, que teria ligado para o celular de Brant. O deputado aceitou a oferta e Cristiano Paz, sócio de Valério, avisou quando o dinheiro estava disponível.
Brant acredita que a oferta tenha sido feita porque quando foi candidato à prefeitura de Belo Horizonte o vice em sua chapa, José Magalhães, é funcionário da siderúrgica.
Recibos
O dinheiro recebido, segundo Brant, foi utilizado em um programa de televisão antes da campanha e o pagamento foi feito a uma empresa de Curitiba (PR), a PMP. O deputado pediu recibos para a empresa e trouxe ao Conselho de Ética, pois o acordo havia sido feito verbalmente na época do serviço, informou.
A reunião continua no plenário 11.
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Reportagem - Newton Araújo Jr.
Edição - Noéli Nobre
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