Terminou há pouco o café da manhã do presidente da Câmara, Aldo Rebelo, com o líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), e com os deputados Ronaldo Caiado (PFL-GO), João Almeida (PSDB-BA), Henrique Fontana (PT-RS) e Renato Casagrande (PSB-ES). Segundo Fontana, foi consenso, na reunião, que é inaceitável manter o sistema político-partidário atual. Por isso, segundo ele, seria necessário a partir de agora: fazer com que primeiro seja aprovada a prorrogação do prazo, de 30 de setembro para 31 de dezembro, para mudanças na legislação eleitoral, segundo proposta da comissão especial que trata do assunto; aprovar, em seguida, um conjunto de medidas para valer já na eleição de 2006; e fazer com que o Plenário aprove um sistema político-partidário definitivo, válido a partir de 2008.
Entre as medidas de reforma eleitoral defendidas pelos parlamentares no café da manhã estão a redução dos gastos de campanha, como o fim do caixa dois, o financiamento público exclusivo de campanha e a fidelidade partidária. Quanto à situação dos partidos, Fontana acha que há um acirramento exagerado entre eles. "É natural, mas precisa haver limites. O povo não quer ver o Parlamento paralisado", afirmou.
Reforma tributária
Os deputados ressaltaram, informou ainda Fontana, a importância do andamento da reforma tributária, principalmente da unificação das alíquotas estaduais de ICMS . O deputado defendeu a votação da MP 258/05, da Super-Receita, para modernizar estrutura tributária brasileira ao unificar as arrecadações tributária e previdenciária. "Por isso, espero que possamos votá-la até terça-feira que vem, para desobstruirmos a pauta", afirmou.
Reportagem - Cláudio Ferreira
Edição - Malena Rehbein
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