Parlamentares do Brasil e do Paraguai deverão reunir-se em breve para discutir a melhor forma de implementar os acordos de vigilância sanitária já existentes entre os dois países. Os tratados podem dar um fim aos focos de febre aftosa na fronteira entre Paraguai e Mato Grosso do Sul.
A informação foi dada hoje pelo presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, deputado Ronaldo Caiado (PFL-GO). Ele e os deputados Waldemir Moka (PMDB-MS) e Abelardo Lupion (PFL-PR), integrantes da Comissão de Agricultura, participaram de reunião com o embaixador do Paraguai no Brasil, Luis González Arias. Segundo Caiado, o embaixador se comprometeu a viabilizar o encontro de parlamentares das comissões de Agricultura dos dois países o mais rápido possível.
Vistorias conjuntas
A meta agora, de acordo com Caiado, é ultrapassar a fase de acusações mútuas entre Brasil e Paraguai sobre quem seria o culpado pelo aparecimento de focos de aftosa na fronteira. "O que queremos é apontar soluções práticas que possam resgatar a credibilidade da carne brasileira nos mercados mundiais", afirmou Ronaldo Caiado.
De acordo com ele, é fundamental que técnicos brasileiros e paraguaios façam vistorias conjuntas nos dois lados da fronteira, em uma zona de 50 quilômetros, considerada faixa de risco. Essas vistorias vão verificar se as regras sanitárias estão sendo postas em prática. As regras incluem a instalação de barreiras sanitárias, a vigilância permanente, a identificação de áreas de infecção e a aplicação de vacinas. "Não é uma questão política, mas técnica. O importante é que temos de trabalhar juntos com mais assiduidade", disse o embaixador Luis González Arias.
Caiado foi mais enfático. "O que nós vamos pedir é a identificação das propriedades, o registro dos animais, a coincidência da vacinação. Esses detalhes são fundamentais para mostrar que estamos cumprindo a nossa lição de casa", disse.
González Arias destacou algumas medidas já tomadas, como a ativação de 17 postos sanitários no interior e na fronteira paraguaia e a criação de uma força-tarefa internacional dos países liderados pelo Centro Panamericano de Febre Aftosa (Panaftosa), entidade de controle da doença na América do Sul. Essa força-tarefa, segundo o embaixador, vem fazendo o controle e a vigilância da região de fronteira.
O aparecimento de focos de febre aftosa provocou restrições impostas por 48 países à compra da carne brasileira, resultando em prejuízos para a balança externa do País. O Brasil é o maior exportador de carne bovina do mundo e exporta para 150 países.
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Da Reportagem/NN
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