O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Compra de Votos, deputado Ibrahim Abi-Ackel (PP-MG), afirmou há pouco que vai fazer um relatório parcial sobre os empréstimos feitos pelo PT e pelo empresário Marcos Valério Fernandes de Souza no BMG e no Banco Rural. De acordo com o deputado, já é possível afirmar de onde veio e o que feito com esse dinheiro. A previsão é que o documento seja divulgado ainda neste mês.
Para o relatório final, que deverá ficar pronto antes do recesso de janeiro, faltaria investigar a possível existência de superfaturamento de contratos investigados pela CPMI e a origem de recursos no exterior.
Depoimentos
A CPMI definiu hoje a data dos próximos depoimentos. Na terça-feira (8), às 11h30, será ouvido o deputado Ronivon Santiago (PP-AC). No mesmo dia, às 16 horas, está previsto o depoimento do ex-deputado Chicão Brígido. Os dois foram acusados de vender seus votos a favor da Emenda da Reeleição, em 1997.
No dia 9, a agenda da CPMI começa com uma reunião administrativa, às 10h30, e prossegue com os depoimentos do ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto, às 11h30; e do ex-secretário de Finanças e atual secretário de Assuntos Institucionais do PT do Rio Grande do Sul, Marcelino Pies, às 17 horas. Eles são acusados de receber recursos do PT por intermédio de Marcos Valério, que é apontado como operador do suposto "mensalão".
A comissão também ouvirá no dia 10, às 9 horas, Paulo Antônio Bassoto, integrante do diretório municipal do PT em Canoas (RS), que consta da lista de beneficiários de saques das contas de Marcos Valério. De acordo a lista, Bassoto recebeu R$ 1,2 milhão de Valério entre junho e julho de 2003.
Reportagem - Paula Bittar
Edição - Pierre Triboli
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